queijunto e preso

desassossego agosto 29, 2009

Filed under: divagações de uma mente intermitente — a.cartolina @ 11:19 pm

[…]

” De repente, como se um destino médico me hovesse operado de uma cegueira antiga com grandes resultados súbitos, ergo a cabeça, da minha vida anónima, para o conhecimento claro de como existo. E vejo que tudo quanto tenho feito, tudo quanto tenho pensado, tudo quanto tenho sido, é uma espécie de engano e de loucura. Maravilho-me do que consegui não ver. Estranho quanto fui e que vejo que afinal não sou.”

[…]

“Pesa-me, realmente me pesa, como uma condenação a conhecer, esta noção repentina da minha individualidade verdadeira, dessa que andou sempre viajando sonolentamente entre o que sente e o que vê. ”

[…]

lendo: livro do desassossego – fernando pessoa

 

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