queijunto e preso

sobre ter uma vizinha [3] março 25, 2010

Filed under: toda a verdade sobre — a.cartolina @ 2:53 am

encontrei-a na escada da portaria com a dificuldade de um quasímodo para subir os degraus.

a véia olhou pra mim e disse [como de costume]: ‘por onde você andou? faz tanto tempo que eu não te vejo…’

eu: ‘estou sempre por aqui!’

véia: ‘é mesmo? não tenho te visto mais… mas e a sua mãe, como está? ela melhorou?’

…… [fico tentando processar a informação, pensando qdo será que ela encontrou minha mãe na minha casa?] ……

véia: ‘é, aqueles gritos que ela dava… ela parou, né?’

eu [constrangida na frente do porteiro]: ‘ahhh… é? … é! aham… é… ela parou!’

.

endoidou de vez!

Anúncios
 

março 18, 2010

Filed under: divagações de uma mente intermitente — a.cartolina @ 7:29 pm

“Mas será mesmo atroz o peso e bela a leveza?
O mais pesado dos fardos nos esmaga, verga-nos, comprime-nos contra o chão. Na poesia amorosa de todos os séculos, porém, a mulher deseja receber o fardo do corpo masculino. O mais pesado dos fardos é, portanto, ao mesmo tempo a imagem da realização vital mais intensa. Quanto mais pesado é o fardo, mais próxima da terra está nossa vida, e mais real e verdadeira ela é.
Em compensação, a ausência total de fardo leva o ser humano a se tornar mais leve do que o ar, leva -o a voar, a se distanciar da terra, do ser terrestre, a se tornar semi-real, e leva seus movimentos a ser tão livres como insignificantes.
O que escolher então? O peso ou a leveza?”

kundera – a insustentável leveza do ser

já faz tempo, eu descobri – eu quero é o peso.


 

espaço

Filed under: sente e vive intensamente — a.cartolina @ 2:14 pm

.

Ando à procuro de espaço

para o desenho da vida.

Em números me embaraço

e perco sempre a medida.

Se penso encontrar saída,

em vez de abrir um compasso,

projeto-me num abraço

e gero uma despedida.

Se volto sobre o meu passo,

é já distância perdida.

Meu coração, coisa de aço,

começa a achar um cansaço

esta procura de espaço

para o desenho da vida.

Já por exausta e descrida

não me animo a um breve traço:

–  saudosa do que não faço,

–  do que faço, arrependida.

canção excêntrica – cecília meireles

 

fofoca março 16, 2010

Filed under: amenidades — tijolooo @ 12:54 am

.

.

.

nada que 1h hora de netfone não resolva!

 

sobre ter uma vizinha [2] março 11, 2010

Filed under: desabafo — a.cartolina @ 12:05 am

por que que independente da hora ela tem a pachorra de achar que eu tô sempre saindo pra passear??

maldita!

 

sobre minha cama março 8, 2010

Filed under: uma rapidinha — a.cartolina @ 11:43 pm

o melhor da minha cama, é que depois de dormir fora dela eu não sinto a menor falta!