queijunto e preso

sobre newton julho 7, 2010

Filed under: divagações de uma mente intermitente — tijolooo @ 11:56 pm

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gênio.

intransigente.

morreu virgem aos 84 anos de idade.

porque não houve quem o aceitasse do jeito que ele era.

não sei, dizem…

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março 18, 2010

Filed under: divagações de uma mente intermitente — a.cartolina @ 7:29 pm

“Mas será mesmo atroz o peso e bela a leveza?
O mais pesado dos fardos nos esmaga, verga-nos, comprime-nos contra o chão. Na poesia amorosa de todos os séculos, porém, a mulher deseja receber o fardo do corpo masculino. O mais pesado dos fardos é, portanto, ao mesmo tempo a imagem da realização vital mais intensa. Quanto mais pesado é o fardo, mais próxima da terra está nossa vida, e mais real e verdadeira ela é.
Em compensação, a ausência total de fardo leva o ser humano a se tornar mais leve do que o ar, leva -o a voar, a se distanciar da terra, do ser terrestre, a se tornar semi-real, e leva seus movimentos a ser tão livres como insignificantes.
O que escolher então? O peso ou a leveza?”

kundera – a insustentável leveza do ser

já faz tempo, eu descobri – eu quero é o peso.


 

novembro 26, 2009

Filed under: divagações de uma mente intermitente — a.cartolina @ 11:44 am

eu ouço você me chamar por outro nome no dia que conheço sua família. arregalo os olhos e vou em sua direção, mas ao chegar perto acho a situação incabível, percebo que é coisa da minha cabeça e até consigo perceber qual foi a minha confusão.

mesmo assim, não era mais fácil perguntar? só pra ter certeza… não seria muito difícil, poderia ser algo como ‘do que você me chamou?’, sem fazer cara de brava, ele nem ia perceber…

estamos ao telefone animados planejando coisas para o próximo mês, você pede um instante para atender uma outra chamada. ‘era uma amiga, blablablá, que está precisando conversar, depois eu ligo pra ela’. fico semi-muda porque eu já estou pensando que eu liguei antes e você não atendeu, que está muito tarde pra uma guria que você nem falou o nome ficar ligando pra fazer terapia.

mas eu prefiro ficar quieta pensando absurdos sozinhas. eu sou uma anta que adora tomar conclusões sozinha. não é mais fácil perguntar? não é mais fácil ouvir dos outros o que aquilo significa?

não não, gosto é do estrago!

 

para o divã setembro 24, 2009

Filed under: divagações de uma mente intermitente — a.cartolina @ 6:10 am

divã freud

‘vamos apagar a luz para ver melhor o filme’.

caricato, não?

eu achei.

 

desassossego agosto 29, 2009

Filed under: divagações de uma mente intermitente — a.cartolina @ 11:19 pm

[…]

” De repente, como se um destino médico me hovesse operado de uma cegueira antiga com grandes resultados súbitos, ergo a cabeça, da minha vida anónima, para o conhecimento claro de como existo. E vejo que tudo quanto tenho feito, tudo quanto tenho pensado, tudo quanto tenho sido, é uma espécie de engano e de loucura. Maravilho-me do que consegui não ver. Estranho quanto fui e que vejo que afinal não sou.”

[…]

“Pesa-me, realmente me pesa, como uma condenação a conhecer, esta noção repentina da minha individualidade verdadeira, dessa que andou sempre viajando sonolentamente entre o que sente e o que vê. ”

[…]

lendo: livro do desassossego – fernando pessoa

 

como se faz pra parar de sonhar? julho 27, 2009

Filed under: divagações de uma mente intermitente — a.cartolina @ 11:37 pm

aí finalmente eu consigo adormecer.

e quando durmo sonho coisas que evito pensar acordada.

e então acordo pensando que não devia ter dormido.

como se faz pra parar de sonhar?

porque pra parar de pensar eu já descobri alguns subterfúgios.

 

julho 14, 2009

Filed under: divagações de uma mente intermitente,sem filtro — a.cartolina @ 5:11 am

acabou o sonho

pedi que você voltasse a tempo.

mais uma vez você não me ouviu e se atrasou, levando de vez parte de mim.

e fica uma dúvida cruel, sinto mais tua falta ou da parte que levou de mim?

ouvindo: pearl jam – fatal

how good is he?

how warm is heart or ego telling which place to park?

did he relate a message?

it’s clearly, hardly grounds for dismissal, i write

[…]

the answers are fatal