queijunto e preso

não é a mamãe! abril 10, 2010

eu queria poder voltar a viver e me divertir, mas tem sido difícil. aqueles sacríficios que sempre encarei como passagem cresceram demais e minha força se foi.
estou aqui, pronta para a realização de um sonho. e tudo estava indo bem. até eu dar atenção a uma certa gente. gente má. que não faz nada para ajudar e ainda torce contra.

mesmo assim, o otimismo me dá conta de que tenho sorte. me dá um pouco de esperança num momento de medo. porque num mundo de gente falsa e descortês, eu achei amigos. que me dão apoio quando eu não tenho. e eu preciso tanto. de apoio. de ajuda. de paciência. porque eu tento fazer tudo sozinha. eu tento não exigir mais do que podem me dar. mesmo doendo em mim. e agora, dói mais do que nunca. porque eu sempre achei que encontraria alguém que cuidaria de mim. e que me deixasse livre para eu ser quem eu gosto de ser. mas a pessoa que eu amo não é assim. e não deu certo com pessoas que eram. alguma solteirona velha, provavelmente psicóloga, vai dizer que é autosabotagem. não, merda. é humano. é imperfeito. até eu que sou a maior das romanticas sei disso.

mas a razão nunca me conforta. então, o medo segue. e eu me lembro que eu cresci ouvindo dos meus pais que eles não são eternos. mas, de algum jeito, eles tem que ser para mim. porque eu preciso deles para tudo. não para exploração, mas eu tenho absoluta certeza de que eles sabem mais sobre tudo. mais do que eu. mais do que qualquer pessoa. pelo menos sobre as coisas que realmente importam. e agora que eu me dei conta que eu vou ter que deixar de ser tão dependente, me deu medo. medo, não. pavor.

 

ainda sobre gentileza abril 8, 2010

Filed under: desabafo,para pensar no futuro — a.cartolina @ 12:53 am

8:07 e eu estou subindo as escadas rolantes do metrô da z/l indo em direção a paulista. ao me deslocar até a catraca a minha supresa é a de encontrar uma fila beem leenta de uns 20 metros só pra chegar até a catraca. a fila tem até marcação no chão e eu jamais teria percebido se não fosse hoje.

ao chegar na plataforma esperava tal muvuca que não tivesse espaço nem pra colocar o pé no chão, mas me surpreendo mais uma vez, a plataforma não estava tão cheia assim, cada porta devia ter umas 20 pessoas.

a hora em que o vagão para é que eu entendo o que está acontecendo!

quer entrar no vagão? vai ter que sair empurrando as pessoas até caber mais um pq o vagão tá transbordadando de gente!

os trens param, as pessoas se empurram, seguram no teto, na porta, fazem de tudo pra entrar. assisto uma menina saindo do vagão quase desmaiada e sentando no chão da plataforma com a ajuda dos funcionários do metrô, me aterrorizo com a cena, mas tento não me imaginar naquela situação com medo de estar chamando-a pra mim.

os vagões param as pessoas se empurram, e eu lá olhando e imaginando o que eu ia ter que fazer pra entrar já que eu não tenho experiência e nem alcanço o teto! são 8:35 e eu ainda estou na plataforma, qdo vejo que as únicas pessoas que ainda não conseguiram embarcar desde a hora que eu cheguei na plataforma são: eu e uma velhinha sorridente de chapeuzinho.

começo a pensar em voltar pra trás ou sentar lá e esperar até aquela situação incabível acabar! quando… chega um vagão quase vaziooo! uau! vai dar tempo! as pessaos se acotovelam pra poder conseguir um lugar pra se segurar! ufa! consegui! mas e a lentidão do trem? meu deeeus! que absurdo! mais de meia hora dentro daquele vagão e o que o trajeto que o trem percorreu foram 5 estações?! e a hora que o trem para no brás… eu imaginei que as pessoas iam em cima do vagão, ou que era pegadinha do malandro!

aí começo a pensar que eu jamais havia passado por situação na vida [e nunca mais quero passar] e que aquelas pessoas que se acotovelavam junto comigo provavelmente passam por isso todo santo dia! não é a toa que depois a gente se pega estranhando alguma gentileza!

 

gentileza abril 5, 2010

Filed under: contos de queijunto e preso,para pensar no futuro — tijolooo @ 11:00 pm

acordo atrasada. não que isso seja de fato algo relevante, mas essa noite foi sim especialmente péssima [por motivos que nem importam nesse contexto, mas suficientes para começar o dia empastelada com além do mau-humor rotineiro].

bem, retomando, atrasada. não cinco, nem dez, nem quinze minutos… uma hora atrasada. UMA HORA. apresso-me em tomar café-da-manha correndo, o que nem preciso dizer já agrava mais o meu patológico mau-humor-matutino-agravado-pela-noite-mal-dormida. tomo meu banho e saio as pressas. e volto pra buscar o guarda-chuva, e saio novamente. sem nenhum tostão no bolso. NENHUM. sigo em direção a um caixa eletrônico, o qual não leria o meu cartão durante as vinte primeiras tentativas. fila. FILA. 8h50 da manhã e… fila!?!?!? eu me concentro, engulo seco [o “p* que p*”] e prometo que não vou mais perder a hora [em vão, eu sei]. e fico por lá pelo menos uns 15 minutos até obter meu dinheiro.

hora da idéia brilhante: vou pela rebouças. raciocínio: afinal, estou atrasada e pela rebouças SEMPRE [“menos hoje minha cara” – voz divina], vai mais rápido, vai em 20 minutos. e fico, meia hora… MEIA HORA no acesso da paulista pra rebouças. puta que pariu. de pé. PUTA QUE PARIU!

consigo me aproximar da catraca duas paradas antes da minha. apóio tudo na catraca, pego meu dinheiro no bolso e entrego ao cobrador. na hora de receber o troco, percebo que tenho guarda-chuva numa mão, a bolsa e uma sacola penduradas no ombro e com a outra mão [pasmem!] eu tento ME segurar… sem nenhuma catraca de apoio. e não, eu não alcanço aquelas barras altas! ok, o ônibus segue devagar no trânsito, eu posso me soltar.

e nesse momento, justamente nesse momento, e pela primeira vez em todo o trajeto, o ônibus dá uma guinada, resolvendo aumentar progressivamente a sua velocidade.

eu só não caio porque, um rapaz sorridente e de bom coração, quando viu minha incessante dúvida entre largar o guarda-chuva molhado num espaço inexistente ou largar a mim mesma, resolver me segurar pelo braço, garantindo que eu não caísse até que meu dinheiro estivesse novamente no bolso.

agradeci. e sorri pela primeira vez no dia, depois de mais de uma hora acordada.

e fiquei perplexa com a perplexidade com a qual recebo a gentileza de um estranho.

estranha é essa pessoa na qual eu me transformei.

anestesiada e desconhecendo gentilezas…

 

síndrome da mulher independente? outubro 14, 2009

Filed under: desabafo,para pensar no futuro — a.cartolina @ 3:24 am

já faz tempo que eu pre-ci-so de uma estante pros meus livros.

como sou uma mulher ‘antenada’ [hoho…], resolvi que já que não achei nada nas lojas e nas feiras que eu fui, que eu iria fazer a compra pela internet.

iniciei minha saga virtual, fiz uma vasta busca, comparei preços e características, e finalmente achei!

no dia seguinte à efetivação da compra, chegou minha estante! [EeeEeEee…]

liguei pra agendar a montagem do móvel e… quem disse que eles montavam a porcaria da estante?

‘no site onde a senhora efetuou a compra havia a indicação de que nós não nos responsabilizamos pela montagem do produto’

ahhhh… que raiva!

como que eu faço pra montar uma estante sozinha? não foi pra isso que eu comprei a estante, comprei ela para me ajudar a organizar a minha casa, e não pra brincar de montar!

resumo: cancelei a compra [no ápice da raiva!].

mas aí fico me perguntando, não devia ter pedido ajuda?

não, não, sou uma mulher ‘independente’, que não pode ficar esperando pela ajuda e boa vontade dos outros!

quanta idiotice!

 

para fazer diferente: setembro 4, 2009

Filed under: para pensar no futuro,vivendo o agora — a.cartolina @ 9:42 pm

parece-me tema de auto-ajuda [e deve até ser!].

ou então tema de encorajamento político, para incentivar novas cabeças a acreditarem em uma nova era que nunca vem.

na verdade tem sido um tema recorrente nos meus pensamentos nesses últimos tempos.

muita coisa tenho tentado mudar, mesmo sem saber ao certo como fazer. tenho quebrado minha cabeça nessa empreitada, mas o melhor é ver que tudo tem feito muito sentido e valido a pena.

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posso não saber exatemente o que eu quero, mas sei muito bem o que eu não quero!

e mais, sei com precisão o que antes eu queria e agora não quero mais.

ouvindo: pearl jam – the fixer

when somethings dark, let me shed a little light on it
when somethings cold, let me put a little fire on it
if somethings old, i wanna put a bit of shine on it
when somethings gone, i wanna fight to get it back again

 

o corpo cobrando agosto 14, 2009

Filed under: para pensar no futuro,teorias de uma mesa de bar — a.cartolina @ 4:55 pm
kate moss

kate moss

“kate estava em um passeio de barco por um resort francês quando foi flagrada com a cara envelhecida. as marcas da pele podem estar relacionadas com o excesso de cigarro e bebidas alcoólicas consumidas pela modelo” (msn entretenimento)

 

bons ventos [3] maio 6, 2009

Filed under: orgulho canceriano,para pensar no futuro,querido diário — tijolooo @ 3:46 pm

foi preciso dar um passinho pra tras e assim conseguir aquele impulso pra ir mais adiante.

ouvindo: rise – eddie vedder

gonna rise up

find my direction magnetically