queijunto e preso

o que tem pra hoje maio 18, 2010

Filed under: sente e vive intensamente,vivendo o agora — a.cartolina @ 3:20 pm

” Não sei se a vida é curta ou longa para nós, mas sei que nada do que vivemos tem sentido se não tocarmos o coração das pessoas.
Muitas vezes basta ser: colo que acolhe, braço que envolve, palavra que conforta, silêncio que respeita, alegria que contagia, lágrima que corre, olhar que acaricia, desejo que sacia, amor que promove.
E isso não é coisa de outro mundo, é o que dá sentido à vida.
É porque faz com que ela não seja nem curta, nem longa demais, mas que seja intensa, verdadeira, pura enquanto durar… ”

Cora Coralina

 

trem azul abril 10, 2010

Filed under: sente e vive intensamente — a.cartolina @ 1:25 am

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coisas que a gente se esquece de dizer
frases que o vento vem as vezes me lembrar
coisas que ficaram muito tempo por dizer
na canção do vento não se cansam de voar

trem azul – milton por elis

 

espaço março 18, 2010

Filed under: sente e vive intensamente — a.cartolina @ 2:14 pm

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Ando à procuro de espaço

para o desenho da vida.

Em números me embaraço

e perco sempre a medida.

Se penso encontrar saída,

em vez de abrir um compasso,

projeto-me num abraço

e gero uma despedida.

Se volto sobre o meu passo,

é já distância perdida.

Meu coração, coisa de aço,

começa a achar um cansaço

esta procura de espaço

para o desenho da vida.

Já por exausta e descrida

não me animo a um breve traço:

–  saudosa do que não faço,

–  do que faço, arrependida.

canção excêntrica – cecília meireles

 

ainda sobre a data mais importante do ano novembro 10, 2009

Filed under: sente e vive intensamente — a.cartolina @ 2:59 pm

memorável comemoração para a minha data mais importante do ano!

muito melhor do que eu havia conseguido imaginar…

– sem mais –

ouvindo: secos e molhados – prece cósmica

Que os 4 como num teatro
conservem a mão sem nenhum gesto
que o vinho quente do coração
lhes suba à cabeça, espessa
que do bolso de cada um dos 4
como num teatro voem pombas (pombas brancas… e amanheça)

 

sobre parte de mim [2] junho 30, 2009

Filed under: sente e vive intensamente — a.cartolina @ 7:54 pm

olho pra ele e vejo:

o meu medo de doença-médico-hospital, a minha insegurança e ansiedade, a minha papada debaixo do queixo [que eu o-d-e-i-o], os meus conselhos fajutos.

vejo também a minha ternura, o meu sorrir com os olhos,  o meu gosto pelas coisas boas e todo apoio incondicional que sempre recebi.

certas coisas parecem acontecer para nos aproximar da realidade e [ainda bem!] sermos finalmente capazes de modificá-la.

quando o coração fala, não é conivente que a razão faça objeções.

a insustentável leveza do ser – milan kundera

 

sobre parte de mim: o significado

Filed under: sente e vive intensamente,toda a verdade sobre — a.cartolina @ 7:54 pm

já faz um certo tempo que eu queria ter feito essa definição, mas só agora consigo:

é parte de mim, tudo que tocou minha alma.

às vezes pega de raspão, outras vezes acerta profundamente.

pode ser que com o passar do tempo não tenha mais o mesmo sentido, não toque mais, mas um dia ela foi tocada, por isso tornou-se parte de mim.

ouvindo: fix you – coldplay

and high up above or down below
when you’re too in love to let it go
but if you never try, you’ll never know
just what you’re worth.

 

para um medroso maio 30, 2009

Filed under: desabafo,sente e vive intensamente — a.cartolina @ 3:11 pm

fui porque achei que não conseguiria ficar aqui com você indo.

achei que você merecia depois de tudo que fez por mim na minha partida.

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fui, mesmo depois de ter chegado a conclusão de que somos melhores separados.

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fui, porque faço tudo para não me arrepender, e espero sinceramente que você também [tenho quase certeza que a pior dor é a de imaginar como teria sido].

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aí você me olha e diz: você é doida!

e agora eu digo: você é um medroso.

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agora vai.

” Se não há coragem, que não se entre. Que se espere o resto da escuridão diante do silêncio, só os pés molhados pela espuma de algo que espraia de dentro de nós “

uma aprendizagem ou o livro dos prazeres – clarice lispector